FEBRE AFTOSA NO PARAGUAI DEIXA EM ALERTA PARANÁ E MATO GROSSO DO SUL

 

O Senacsa (Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal) do Paraguai confirmou, por meio de nota, o surto de febre aftosa em uma fazenda do Departamento de San Pedro. A constatação foi anunciada após exames feitos pelo Laboratório Central da Saúde Animal e Qualidade Nacional da entidade, que comprovaram a “presença do vírus tipo O” de febre aftosa.

 

O Sinaesa (Sistema Nacional de Emergência Sanitária Animal paraguaio) foi acionado logo após a constatação de um foco da doença. De acordo com a  Senacsa, a ocorrência já foi relatada à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) e uma solicitação de cooperação técnica foi enviada ao Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa).

O governador do Beto Richa (PSDB) determinou ontem que a Secretaria de Agricultura reforce a fiscalização na faixa de fronteira e amplie a vigilância em todo o Estado para evitar entrada de gado paraguaio no Paraná por causa da notificação de um novo foco de febre aftosa na província de San Pedro, no país vizinho.

Richa também falou com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Na conversa, os dois acertaram que haverá um esforço conjunto para proteger a pecuária nacional de qualquer risco de contágio. Segundo o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, as equipes paranaenses de fiscalização sanitária vão trabalhar 24 horas nos postos de inspeção, vão montar barreiras nas principais vias de trânsito entre o Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina, fazer vigilância volante nas estradas e visitar propriedades expostas a risco ou suspeitas.

Ortigara disse que a entrada de animais do Paraguai está proibida desde setembro, quando ocorreu o primeiro caso de aftosa em uma fazenda paraguaia. "A situação é preocupante e não vamos expor o nosso rebanho. A determinação é de exercer poder de polícia em toda a faixa de fronteira", destacou.

As autoridades sanitárias do Mato Grosso do Sul e o Governo do Estado também estão mobilizados. O caso foi confirmado ontem pela manhã. A secretária Estadual de Desenvolvimento Agropecuário, Tereza Cristina Corrêa da Costa, estima tratar-se de cerca de 150 a 200 bovinos contaminados em uma fazenda situada a 200 quilômetros da fronteira com o MS.

O local fica no município paraguaio de San Pedro, a trinta quilômetros da propriedade rural palco de constatação da doença em setembro do ano passado. "Mesmo sendo uma distância grande entre o foco e a fronteira do MS, já tomamos algumas medidas imediatas", diz. Entre elas está a suspensão de feiras agropecuárias e leilões de bovinos em onze municípios da região, no extremo sul do Estado.

Para combater a entrada de gado contaminado e reforçar a fiscalização no Estado, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) conta com 14 bases fixas e sete móveis. "Esse efetivo, composto por policiais militares e servidores da Iagro pode ser aumentado conforme demanda".