ACUSADO DE MATAR MECÂNICO EM UMUARAMA NO ULTIMO DIA 31 SE APRESENTA NA DELEGACIA CIVIL

 

Umuarama – “Eu estava sendo ameaçado por ele, que se não pagasse o que devia, ia pagar de outro jeito. Eu estava sem sossego. Eu e minha família. Dias atrás ele jogou o carro em cima da minha esposa, que está grávida. A dívida é por conta do conserto do meu carro. Eu paguei R$ 700,00 e fiquei devendo mais R$ 700,00. Perdi o emprego e fiquei sem dinheiro. Agora tenho que pagar pelo que fiz.” Essa é a declaração que Elias de Souza (30) deu à polícia e à imprensa, no final da tarde de ontem, ao se apresentar na delegacia e confessar ter matado o mecânico Carlos Sergio dos Reis Firmino (48), no último dia 31, véspera de ano novo. Anteontem o delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial, Nilson Rodrigues, já havia pedido a prisão temporária do acusado, mas até o final da tarde de ontem, o juiz de plantão na Vara Criminal não tinha analisado os autos. Mesmo sendo réu confesso, Elias prestou depoimento e foi liberado. Segundo o delegado, o mandado pode ser expedido nas próximas horas.

 

O depoimento
Com bastante narrativa, Elias disse à autoridade policial que, no dia do crime, Carlos esteve em sua casa para novamente cobrar, de forma incisiva. De acordo com o delegado, o acusado contou que tentou negociar mais uma vez, porém sem sucesso. “O Elias falou que deu R$ 50,00 a Carlos, que jogou a nota no chão, não querendo o dinheiro. Em seguida, a vítima novamente teceu ameaças de morte. Então o autor ficou nervoso e deu uma enxadada no carro da vítima, danificando o vidro traseiro. Carlos foi para casa. Horas depois, Elias, temeroso com as ameaças, se apossou da arma e foi procurar a residência de Carlos. Quando chegou ao portão da casa de Carlos, ambos conversaram por alguns minutos. No depoimento, Elias contou que tentou negociar mais uma vez, porém sem sucesso. Em dado momento, Carlos disse novamente que, se Elias não pagasse, ia matá-lo. Naquele momento ele, o Elias, sacou a arma e detonou quatro tiros, tendo a vítima morrido no local”, explica o delegado Nilson, baseado no depoimento do autor do homicídio. O crime ocorreu no jardim Arco Íris, na noite do dia 31 de dezembro do ano passado – véspera de ano novo.

 

A arma do crime
Elias chegou à delegacia acompanhado de sua advogada e começou a contar os fatos. De início, o delegado pediu que fosse buscar a arma do crime, pedido atendido. Trata-se de um revólver 38, em bom estado de conservação. Tinha quatro cartuchos deflagrados. A arma foi apreendida pela equipe do GDE (Grupo de Diligências Especiais) e irá à perícia.
“Qualquer crime contra a vida se torna um fato grave e que merece atenção por parte das autoridades, principalmente da polícia, no que tange a investigação, visando buscar a verdade real sobre o acontecido. E no caso desse fato, tudo está sendo esclarecido. Estamos aguardando o mandado de prisão temporária. Ele foi interrogado e liberado, mas assim que estiver com o mandado, eu vou buscá-lo de volta”, ressalta o delegado.

 

Fonte: ilustrado