RODOVIA PR-323 TEM MEDIA DE DOIS ACIDENTES POR DIA

19/11/2011 10:38

 

 

    

      Em média, dois acidentes são registrados diariamente no trecho de 205 quilômetros da PR-323 entre Maringá e Iporã.

Os dados são da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e mostram que, no primeiro semestre de 2011, foram

registrados 395 acidentes, 283 feridos e 12 mortes neste trecho.

 

No ano passado, o primeiro semestre fechou com 426 acidentes, 271 feridos e 25 mortes. O levantamento também mostra que a maioria dos acidentes é de colisões traseiras e frontais, geralmente em ultrapassagens. Os engavetamentos são sempre de menor gravidade e as batidas frontais quase sempre têm mortes.

 

O horário em que mais ocorrem acidentes é das 17 às 20 horas e no período da manhã, com ênfase para entre as tardes de sexta-feira e domingo. No feriadão da Proclamação da República do ano passado, das oito mortes em estradas da região de Maringá, sete ocorreram na PR-323, no trecho onde outras quatro pessoas perderam a vida horas antes de ser aberta a operação especial da PRE para o feriado. Sábado passado, início do feriadão, uma funcionária pública de Cianorte morreu em acidente próximo a Paiçandu.

 

O número de mortes na área sob responsabilidade da 4ª Companhia diminuiu 22,8% no primeiro semestre de 2011, em comparação com o ano anterior. Este ano foram 1.426 acidentes, 85 mortes e 1.210 feridos. No mesmo período de 2010, as rodovias da região tiveram 1.424 acidentes, 110 mortes e 1.155 feridos.

 

PARANÁ

Nove pessoas morreram por dia no Paraná em 2010 em acidentes de trânsito (urbano e rodoviário) – o equivalente a um óbito a cada duas horas e meia. Ao todo, foram 3.433 mortes, uma alta de 9,5% em relação a 2009, segundo números do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Foi a maior mortalidade no trânsito do Estado desde o início da série histórica, em 1996, quando 3.188 pessoas perderam a vida em colisões ou atropelamentos. Nos últimos 10 anos houve um crescimento de 37% no número de mortes. Os dados do SIM mostram que, proporcionalmente à população, a taxa paranaense também é alarmante: são 32,9 mortes para cada 100 mil habitantes.

 

É o quinto pior índice do País, atrás apenas de Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Piauí. Em 2001, a taxa era de 26,1. As cidades que mais registraram mortes foram Curitiba, com 400; Londrina, com 191; e Maringá, 162. O Paraná acompanhou o crescimento das ocorrências no País na década. Se em 2001 o Brasil registrou 30.524 mortes, no ano passado este índice saltou para 40.610 – uma alta de 33%. A taxa passou de 18 para 21,3 óbitos a cada 100 mil pessoas.

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