BETO RICHA PRETENDE PRIVATIZAR PR-323 ENTRE MARINGÁ / GUAIRA

15/11/2011 10:59

 

O governador Beto Richa (PSDB) vai conceder os trechos da PR-323 e da BR-272, entre Maringá e Guaíra, para empresas pedageiras explorarem no ano que vem.

Nenhum trecho fora privatizado quando o governo estava sob a batuta de Roberto Requião (PMDB). Há nove anos os paranaenses e usuários de rodovias não ouviam falar em privatização.

Nos tempos de Beto Richa, agora o verbo privatizar virou palavra de ordem, quase uma obsessão em busca da verba.

O último trecho que havia sido entregue à iniciativa privada em 2002, entre Lapa e Araucária, ocorreu nos suspiros finais do governo Jaime Lerner.

O deputado Antônio Anibelli Neto, o Anibelinho, o único da bancada estadual peemedebista que rejeitou sentar no colo do governador tucano, já avisou que é contra a instalação de novas praças de “roubágios”.

Ainda não se sabe a posição dos demais parlamentares do velho MDB de guerra sobre o tema.

As novas praças de pedágio estão sendo negociadas pelo secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o Pepe, irmão do governador.

O coração do secretário de Infraestrutura e Logística ficou amolecido para as “pedagiadoras” depois que ele participou, no mês passado, em Foz do Iguaçu, do Sétimo Congresso Brasileiro de Rodovias e Concessões, promovido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Lá se discutiu, inclusive, a cobrança de pedágios por quilômetro rodado e nos municípios da região metropolitana de Curitiba.

Pepe, sem papas na língua, diz que a transferência das rodovias para a exploração da iniciativa privada “é uma política da atual gestão”, registra a repórter Katia Brembatti, na edição deste domingo do jornal Gazeta do Povo.

Pepe revela ainda que está negociando com o governo federal o repasse da BR-272, entre Iporã e Guaíra, para a administração do Paraná. Só assim seria possível incluí-la no processo estadual de concessão. Ou seja, pretende que a União terceirize a privatização.

O irmão do governador promete obras para aplacar a ira de motoristas e usuários das rodovias paranaenses. Segundo ele, haverá duplicação do trecho entre Maringá e Paiçandu ao custo de R$ 35 milhões.

Também jura que investirá R$ 10 milhões para construção de acostamentos entre Umuarama e Iporã.

As empreiteiras que farão as obras serão escolhidas ainda este ano, informa o secretário Pepe, mas não há previsão de quando elas [as obras] começarão a ser executadas.

Entidades ligadas ao mundo empresarial condenam a criação de novas praças de pedágio no Paraná sem uma discussão prévia “com quem de fato é impactado”.

Dentre as organizações que prometem ir à luta contra mais pedágio estão a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Federação de Transportadoras do Paraná (Fetranspar), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).

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